Funcionamento do Dispositivo de Corrente Residual (DDR/DR)?
Questão:
Como funciona a proteção diferencial residual (Dispositivo Diferencial Residual - DDR/DR)?
Linha de Produto:
Dispositivos de Corrente Residual (DR), Disjuntores Diferenciais Residuais (DDR), Bloco Vigi (Módulos de Proteção Residual).
Ambiente:
Segurança em instalações de Baixa Tensão, Proteção contra choques elétricos por contato direto ou indireto, e prevenção de incêndios causados por falhas de isolamento.
Causa:
Dúvidas conceituais sobre o mecanismo de detecção de falhas de isolamento e sua importância para a segurança de pessoas e patrimônio.
Resolução:
A proteção diferencial residual funciona baseada em um princípio físico fundamental da eletricidade: a Lei de Kirchhoff das Correntes, que afirma que em um circuito saudável e sem fugas, a soma das correntes que entram deve ser igual à soma das correntes que saem.
O dispositivo DR/DDR monitora constantemente esse equilíbrio em três etapas:
1. O Princípio de Equilíbrio (Circuito Normal)
No interior do dispositivo DR, há um Transformador Toroidal (também chamado de transformador de Corrente Zero) por onde passam todos os condutores ativos do circuito (fase(s) e neutro).
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Em funcionamento normal: A corrente de fase que entra na carga é exatamente igual à corrente de neutro que retorna.
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Resultado: Como as correntes fluem em sentidos opostos, os campos magnéticos criados dentro do toroidal se anulam. A tensão induzida na bobina secundária é zero.
2. Detecção de Falha (Corrente Residual)
A falha ocorre quando há uma corrente de fuga (chamada Corrente Residual, $I_{\Delta}$) que não retorna ao neutro, mas desvia para a terra (por exemplo, através do corpo de uma pessoa ou por um isolamento danificado).
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Em caso de fuga, quando corrente de fase diferente da corrente de neutro
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Resultado: A diferença de corrente cria um fluxo magnético resultante e não-nulo no núcleo do Transformador Toroidal.
3. Disparo (Atuação da Proteção)
O fluxo magnético residual induz uma corrente na bobina secundária do toroidal.
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Atuação: Se essa corrente induzida for forte o suficiente para acionar um relé eletromagnético (o valor limite é definido pela sensibilidade nominal, como 30mA para proteção humana), o mecanismo de disparo mecânico é ativado.
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Resultado: O DR abre instantaneamente os contatos principais, interrompendo o fornecimento de energia ao circuito e protegendo a pessoa ou o equipamento da corrente de fuga.
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Publicado para: Schneider Electric Brasil
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